O ex-prefeito Cristian (MDB), recém cassado, e seu vice, João Paulo (PP), deixaram não apenas uma prefeitura falida, mas uma buraco moral e administrativo. Foram defenestrados – ou melhor, foram corridos – deixando para trás montanhas de lixo, contêineres transbordando o odor da negligência e o retrato mais grotesco de uma política que “trabalha” o bem público como coiisa de ninguém.

Desde antes do Natal, a cidade assiste a uma novela malcheirosa, com sacolas plásticas rasgadas nas calçadas, contéiners lotados e uma população largada à propria sorte. Trata-se da ponta visível de uma montanha de desmandos, desleixos e descompromissos com a popuação da cidade.

Uma “gestão” que não dá satisfações honesta à população é uma gestão que perdeu completamente sua ligação com a democracia.
Comenta-se ainda em merendeiras terceirizadas sem receber – ou seja, quem alimenta nossas crianças foi deixado sem o próprio sustento. É um acinte. Um tapa na cara de qualquer trabalhador honesteo e que necessita daquele salário para sobreviver. A cidade fede, mas a política praticada por Cristian e João Paulo fede muito mais.
Mas que ninguém se ilude: recolher o lixo será a parte mais fácil. O difícil será desinfetar a máquina pública de um modus operandi que trata Cachoerinha como curral eleitoral e a administração como se fosse um balcão de negócios para apadrinhados. Tem um conhecido poderoso que enriqueceu nas sombras do poder. Um exemplo é o tal de Dr. Andreas que desfila de carro de R$ 600 mil… Ele se acha… Ele não passa de um lobista corrupto que tem um Rei na Barriga… Só que uma auditoria decente pode extirpar aquele Rei daquela barriguinha do lobista corrupto, viu?

A população de Cachoerinha merece mais. Merece limpeza, dignidade, e sobretudo, respeito. O ex-prefeito e seu grupo político deixaram um rastro que não será esquecido tão cedo. O lixo que hoje se vê (que é noticiado nos principais meios de comunicação do RS) nas ruas é apenas a ponta do iceberg de uma administração caótica e bagaceira.

A cassação foi necessária. Tardia, mas necessária. Agora, que se recolha o lixo – todo ele. Nas ruas e nos bastidores do poder.



