Defenestrado e inconformado, Cris convoca seus eleitores contra vereadores que acusa de “traição” em Cachoerinha

A mamata acabou…

Menos de dois dias após sofrer impeachment pela Câmara Muncipal de Vereadores, o ex-prefeito Cris (MDB), fez sua primeira choradeira e manifestaçao pública. Demonstrando estar muito abalado e nervoso, fez um vídeo que foi publicado nas redes sociais de Cachoerinha. Na gravação o Jocoso ex-prefeito não reconhece legitimidade no julgamento que o tirou do comando da cidade por 14 votos a 3, e afirmama que foi defenestrado por “vontade meramente política”, sem imputação (segundo ele) de corrupção (será?), desvio de recursos ou crime. Um Santo, né?

É uma situação extremamentente grave (para ele sim). Cassaram os mandatos do prefeito e do vice, na Câmara, por vontade meramente política sem corrupção (é o que ele diz), sem desvio de dinheiro público, sem qualquer tipo de crime, sem improbidade administrativa“, afirma.

O jocoso Cris insiste na narrativa de ruptura democrática (pode?). “Acharam uma nova forma de burlar a vontade do povo e virar prefeito, ou prefeita do nosso município“, diz, em referência indireta à ascensão da vereadora Jussara Caçapava (Avante) ao comando interino de Cachoerinha até a eleição suplementar.

Em um dos seus chiliques verbais, o prefeito cassado também volta a invocar o número que marcou sua trajetória política recente: os 72% dos votos válidos conseguidos na eleição suplementar que o levou ao cargo.

Rasgaram 47 mil votos, num ataque frontal à democracia”, afirma, sintetizando o enquadramento que pretende sustentar no debate público — e, possivelmente, tentar influenciar o Judiciário. É bom ressaltar que todas suas dezenas de ações no judiciário foram perdidas, viu?

Mas o ponto mais contundente do vídeo não é a crítica institucional. É o chamado explícito à mobilização popular contra os vereadores que votaram pela cassação — inclusive ex-aliados.

Cris afirma que, nos bastidores, ouviu a avaliação de que a reação popular seria passageira.

O que se fala no meio político? Que o povo vai reclamar um pouco e logo esquece”, diz.

Na sequência, faz um apelo direto aos eleitores: “Então quero pedir pra ti, que conhece o teu vereador, a tua vereadora, que cobre uma explicação, e que lembrem eles que o povo não vai esquecer daqueles que os traíram”.

A fala (choradeira) transforma o pós-impeachment em disputa narrativa aberta: de um lado, a Câmara que sustenta ter seguido o Decreto-Lei 201/1967; de outro, um prefeito cassado que tenta transferir o julgamento político para o campo da opinião pública, rotulando a maioria parlamentar como traidora da vontade popular.

O vídeo você assiste clicando aqui.

É bom que todos saibam: o Diretório do MDB do RS não moveu uma palha para defendê-lo. Ele tinha 5 vereadores e 4 vereadores do seu MDB votaram contra ele. Qual será o verdadeiro motivo?

O seu vice também foi esquecido pelo seu Diretório Regional, viu?

Até o PDT votou contra ele. Ele tem que ficar brabinho é com o PL que votou contra e um dos seus filiados foi quem fez às denúncias do Impeahcment 1.0 e 2.0, né? Não adianta o Cris ter seus fanicos agora, tá? “Perdeu, mané“.

Os arrogantes e presunços sempre perdem, viu?