
A eleição para o Senado em 2026 será um dos marcos políticos mais importantes da década, com 54 das 81 cadeiras em jogo (dois terços da Casa). Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores para um mandato de oito anos. Governo e oposição tratam a disputa como prioridade máxima, pois a nova composição definirá o equilíbrio de poderes a partir de 2027.
Por que o Senado é estratégico?
Além de legislar, o Senado possui atribuições exclusivas que impactam diretamente os outros Poderes:
- Julgamento de autoridades: processar e julgar o Presidente da República e ministros do STF por crimes de responsabilidade.
- Aprovações cruciais: sabatinar e aprovar ministros do STF, STJ, o Procurador-Geral da República (PGR), diretores do Banco Central e embaixadores.
- Renovação do STF: o próximo Senado poderá influenciar indicações para a Suprema Corte. Além da vaga de Jorge Messias (indicado para a vaga de Luís Roberto Barroso), três ministros devem se aposentar no próximo mandato presidencial.
O cenário no Rio Grande do Sul
No estado, os eleitores terão que escolher dois nomes para o Senado. Atualmente, as vagas em disputa pertencem a:
- Luis Carlos Heinze (PP): encerra seu mandato de oito anos. O parlamentar ainda não decidiu sobre a candidatura, mas a tendência é que não dispute a reeleição.
- Paulo Paim (PT): O senador já confirmou que não concorrerá à reeleição em 2026.
O único senador gaúcho que permanece no cargo até 2030 é Hamilton Mourão (Republicanos), eleito em 2022.
Quem são os pré-candidatos ao Senado no RS
Para a disputa das duas cadeiras gaúchas no Senado em 2026, os nomes que aparecem neste momento são: deputado federal Marcel van Hattem (Novo), deputado Sanderson (PL), atual governador Eduardo Leite (PSD), ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL) e atual ministro e deputado Paulo Pimenta (PT).
Partidos com mais cadeiras em risco
A eleição será um desafio de sobrevivência e manutenção de bancadas para diversas siglas:
- PSD: colocará 11 de suas 14 cadeiras em disputa.
- MDB: Terá nove de suas dez cadeiras em jogo.
- PT: Dos nove senadores atuais, seis encerram o mandato.
- PL: O partido de Jair Bolsonaro tem sete de seus 15 senadores em fim de mandato.
- Risco de extinção na Casa: partidos como Podemos (4 senadores), PSDB (3) e Novo (1) terão todos os seus parlamentares encerrando o mandato, lutando para manter qualquer representação.


