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Máfia da Buco-Maxilo-Facial de São Paulo. O Site recebeu a denúncia por e-mail de um ex-diretor de uma grande empresa de distribuição de OPMS paulista

Denúncia:

Gostaria de denunciar fatos graves que continuam ocorrendo todos os dias na cidade de São Paulo. Fui diretor de uma grande empresa do setor, mas não há como sobreviver nesse mercado de forma honesta. O mercado de cirurgia buco-maxilo-facial é formado por profissionais extremamente honestos e éticos (a grande maioria), mas infelizmente a vários com os quais pude conviver não tem nenhum caráter, são antiéticos, preocupados apenas com o DINHEIRO que recebem de algumas empresas no final do mês. O esquema é conhecido de todos. Cometem vários crimes entre eles, como formação de quadrilha, lesão corporal grave e sonegação de impostos.

1- Os profissionais indicam algumas cirurgias desnecessariamente, onde convencem o paciente de que seu problema só se resolve com a realização de uma cirurgia, o que muitas vezes não é verdade;

2- Quando a cirurgia é necessária os bucos desonestos solicitam uma lista enorme de materiais especais que custam verdadeiras fortunas para as operadoras. As empresas /distribuidores recebem das operadoras (planos de saúde) e repassam até 40% para os bucos. Ou seja, o buco faz um procedimentos         cuja  OPME (material) custa aproximadamente R$ 60 mil (que podem chegar nos R$ 400 mil) e recebem da empresa/distribuidora de 30 a 40%. Que é um dinheiro desonesto, Caixa 2, dinheiro não tributado;

3- Os bucos (que entram no esquema) recebem pressão das empresas que pagam a eles mensalmente valores fixos a título de adiantamento cobrando depois a FIDELIDADE na execução dos procedimentos. Parafusos que custam R$ 20 reais na fábrica, são vendidos a R$ 50 reais no SUS e chegam a custar R$ 600 reais para as operadoras (os planos de saúde).Os bucos fazem cirurgias de ATM  e utilizam “kits” os quais não sabem utilizar que custam em média R$ 15 mil;

4- Funcionários (corruptos) das operadoras (planos de saúde) fazem “vistas grossa” e aprovam com facilidade e rapidez os orçamentos estratosféricos. São funcionários que recebem propina. É de conhecimento geral que vários bucos abrirem os “kits” e não usam, apenas para serem cobrados das operadoras (planos de saúde);

5- Os bucos são manjados e conhecidos pelas operadoras (planos de saúde), nosocômios e empresas/distribuidoras. Os piores e mais gananciosos são os bucos: Léo Vasco, Bruno Fossa Padraria, Philipe do Amarante, Rud Bolotta , Sergius Migoni, Claudio Fodas, José Sampais, Danielo Souza de Melão (o Danielo não é o Daniel Falbo), Gabriel Campofino (o Gabreil Campofino não é o Gabriel Pastore), Jefferson Souto, Marcel Jardim. As principais empresas (distribuidoras) que pagam propina são: Osboni, Orto Stillo, BMW-9, Mais Cirurgia, Fixador, Sete Implantação, Remidic. Todas estas citadas pagam propina nos casos operadores (planos de saúde) com materiais. Os pagamentos são realizados nos consultórios, na grande maioria das vezes;

Estas quadrilhas se unem a operadores  do direito e conseguem liminares para obrigar as operadoras (planos de saúde) a pagar os altos valores cobrados dos materiais. Os juízes, leigos no assunto (na área médica), são induzidos ao erro e obrigam as operadoras (planos de saúde) a pagarem os valores solicitados. As empresas/distribuidoras citadas trabalham uma com as outras como uma verdadeira quadrilha. Vários donos montam outras empresas/distribuidoras para que os bucos possa atender as normas e a exigência da ANS e oferecer 3 marcas/empresas diferentes em cada pedido. As “empresas” que dão cobertura só existem no papel e não possuem o material solicitado. Dessa forma elas enviam um orçamento extremamente maior, obrigando as operadoras a aceitar o orçamento menor (que já está superfaturado). Os nosocômios também são coniventes com o roubo, pois ganham “taxas de comercialização” ou “taxa de armazenamento” que incidem  sobre os valores cobrados dos caros materiais. Ou seja, quanto mais cara for a cirurgia, mais o nosocômio fatura. Os nosocômios que participam da roubalheira são: Alvorecer/Moema, Santo Camilo, Erros da Face,  Santo Luiz, 13 de Julho, Band, e Bom Samaritano. O esquema também ocorre naqueles nosocômios de grife…

A última moda é levar pacientes que tenha que remover seus dentes do siso para o nosocômio poder pedir material que chegam a custar R$ 50 mil. Para isso eles alegam que existe doença na região bucal e por isso há necessidade de grandes reconstruções após a retirada dos dentes. Enganam os pacientes, as operadoras e lucram fortunas com essa prática nefasta. Destroem mandíbulas sadias e na maioria das vezes introduzem placas e parafusos alegando que após a cirurgia a mandíbula se fragilizou. Ou seja, condenam o paciente (vítima) a ter sérios problemas para o resto das suas vidas, apenas para auferir mais dinheiro para o uso desnecessário dos caros materiais. Sabemos que várias empresas citadas pagam aluguéis de consultórios de alguns bucos, bem como pagam o salário de suas secretárias, compram belos carros e motos, além de valores entregues mensalmente.

Como comprovar esses crimes?

1- Investigar a movimentação financeira desses profissionais e seus cônjugues (os gastos com cartões de crédito/débito) devem ser maiores que os que os rendimentos declarados;

2- Investigar que paga as viagens internacionais da turma. Muitas das viagens não tem nada com Congressos ou Eventos;

3- O CRO deve abrir uma investigação  e solicitar junto as operadoras  os processos de solicitação das cirurgias. 

4- As autoridades competentes devem verificar quem são as empresas que enviam orçamentos. Muitas só existem no papel e não possuem nota de compra;

5- Solicitar aos nosocômios (que fazem tais procedimentos) um relatório contendo as cirurgias realizadas com todos os materiais  que foram utilizados dos últimos 3 anos, sempre respeitando o sigilo do paciente. Apresentar essas relação para uma comissão de profissionais indicados pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Buco Maxilo Facial e do CROSP para que seja feito um diagnóstico do esquema. Será que tem gente do CROSP na jogada???

6- Chamar os donos das empresas/distribuidoras que não conseguem vender… São aquelas empresas que não pagam propina… Eles poderão colaborar muito com a investigação…