O presidente da República tentou mais uma vez colocar no Supremo Tribunal Federal um correligionário político.
E dessa se deu mal, com a decisão do Legislativo de vetar a indicação de Jorge Messias, Advogado Geral da União, numa humilhação para o próprio e, especialmente, para Luiz Inácio Lula da Silva.
A rejeição da indicação de Messias traz uma novidade em nossa história republicana: o Legislativo pode decidir com autonomia, na contramão do Executivo. Pode resistir ao peso da liberação de emendas e das posições no governo. Não há grande virtude, nisso. Há apenas instituições cumprindo o seu papel. Exercendo poder, funcionando dentro da regra.
Como disse o próprio Messias, em sua fala sóbria e ponderada, depois do resultado, há dias de vitória e há dias de derrota. Talvez tenhamos esquecido disso, nos últimos 130 anos de mando do governo sobre o parlamento. E é positivo para nossa república que todos saibam que as coisas possam seguir um rumo diferente.



