Artigo do deputado estadual Gustavo Victorino (eleito deputado federal no dia 4) publicado no Jornal do Comércio

Economia, a eterna vítima

Governos gastadores e como decisões erráticas invariavelmente têm origem no populismo do discurso fácil de enfrentamento à segregaçao social. Antiamericanismos ridículos e vociferados como dogma são sempre intensificados pelos aplausos fáceis de claques domesticadas.

O projeto político brasileiro vem pagando ao longo do tempo um alto preço pela mediocridade da tal constituição cidadã que na verdade se transformou numa peça petética de dominação interpretativa com perfil muito mais de carta de intenções do que uma verdadeira carta magna. Político lê o resultado das eleições e já pensa na próxima. O que acontece entre elas parece pouco importar para a maioria. somos uma nação economicamente à deriva por décadas pela falta de um projeto claro de desenvolvimento, geração real de emprego, produtividade e competititidade mercadológica.

Vivemos numa bolha abastecida por empreendedores que navegam no mar revolto de um gigantesco mercado com regras frágeis e absoluta insegurança jurídica. Empreender por aqui é um misto de heroísmo marginal de quem corre todos os riscos e ainda é tratado como um mal necessário a uma sociedade apodrecida pela corrosão ética e a atecnicidade das decisões na esfera macroeconômica.

Sim, somos um casa de economia aprisionada no seu próprio gigantismo e incompetência gerencial. Se existisse um anti Nobel de Economia, seríamos um sério candidato a ensinar como não fazer a coisa certa. Com a priorização para o discurso social e as urnas, a economia brasileira é vítima da política proselitista que nos aflige há decadas e parece se enraizar cada vez mais profundamente no imaginário popular.

O endividamento pessoal agravado pelo índice recorde de inadimplência joga na nossa cara o preço a ser pago pela irresponsabilidade das decisões que inudaram o mercado de liquidez sem lastro e desinformação. Comprar uma TV pagando três vezes o seu preço através de uma prestação mensal acessível é maquina de votos e moedor de economia saudável.

Enquanto a mudança de mentalidade não virar a chave para o racional, estaremos secando gelo com pano molhado e cavando cada vez mais profundo o buraco em que nossa economia se meteu. Números fabricados, PIB com a riqueza toda na mão do poder público, desemprego real omitido por dados sem credibilidade, e tudo isso em nome da política. E a primeira vítima é sempre a economia…

Gustavo Victorino – Deputado Estadual (Republicanos) e Deputado Federal eleito em 04 de outubro.