As peças importantes que atuaram nos bastidores da vitoriosa eleição de Zucco no 1º turno

Os bastidores da reação de Zucco no maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul, onde Zucco foi eleito com mais de 58% dos votos no último domingo (4), em primeiro turno, com 3.516.048 votos válidos (58,5%), mostrou algumas pessoas que realmente fizeram a diferença numa eleição de tanta relevância.

Em Porto Alegre, o maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul e reduto mais difícil para a direita, o resultado foi fruto (que surpreendeu até os adversários) de pessoas como o ex-secretário de Administração e Patrimônio de Porto Alegre e coordenador da Bancada do PL na Câmara Municipal, André Barbosa. Ele integrou de forma competente a coordenação da campanha que elegeu Zucco no 1º turno. Barbosa foi um dos defensores da chapa casada que levou Sanderson e Marcel ao Senado. Vinte dias antes da eleição, as pesquisas internas mostravam Juliana Brizola (PDT), candidata da turma do PT, PCdoB, Psol e outros partidos da esquerda, com mais de 18 pontos à frente de Zucco na Capital. Nas urnas, Juliana fez 45,78% e Zucco 43,94%. A diferença caiu para 1,8 pontos. Em menos de três semanas a campanha recuperou cerca de 16 pontos percentuais em Porto Alegre. Tudo foi fruto e dedicação de pessoas como André Barbosa.

A própria esquerda admitiu a surpresa. “Esperávamos uma diferença maior na Capital em nosso favor. Não foi o suficiente para compensar a vitória de Zucco em outras regiões“, avaliou o ex-deputado federal Vieira da Cunha, coordenador da campanha de Juliana Brizola, em declaração a GZH. Parte dessa reação tem a assinatura do ex-secretário da Administração e Patrimônio André Barbosa. Atuando firme na coordenação da campanha, ele usou toda sua experiência em eleições majoritárias na Capital para ajudar impulsionar a vitória de Zucco já no primeiro turno.

Como a reação foi construída

Na reta final, a campanha em Porto Alegre ganhou corpo. A agenda do candidato passou a ser construída por regiões, priorizando bairros populares, a militância foi organizada em equipes de rua e as ações de mobilização (bandeiraços, sinaleiras, carreatas e contato direto com eleitores) seguiram um calendário planejado com antecendência. André Barbosa defendeo a chapa casada (Zucco, Sanderson, Marcel) desde o início. Ligar a campanha de Zucco às candidaturas ao Senado de Sanderson (PL) e Marcel (NOVO), e a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A tese era de que a chapa unida reforçaria o voto de direita em todas as frentes. O resultado confirmou a ideia e a aposta. Os dois Senadores foram eleitos com votações quase idênticas: Sanderson com 3.453.316 votos (30,11%) e Marcel, com 3.449.053 votos (30,8%). A diferença entre eles foi de pouco mais de 4 mil votos, num universo de 3,4 milhões de eleitores e eleitoras. Os dois ficaram bem próximos da votação do governador eleito em 1º turno. Tudo isso é o retrato de um eleitorado que votou na chapa, não em nomes isolados.

Experiência em Porto Alegre

Conhecer Porto Alegre é para poucos. André Barbosa atuou nas duas campanhas vitoriosas de Sebastião Melo à prefeitura de Porto Alegre, em 2020 e 2024, ambas contra a esquerda. Depois da primeira vitória assumiu a importante e estratégica Secretaria Municipal de Administração e Patrimonio, onde ficou de 2021 a 2024. Desde 2025, coordena a bancada do PL na Câmara Municipal (que elegeu dois deputados federais no domingo). Barbosa têm trânsito livre em todas as alas do partido. Ele foi uma das peças fundamentais nessa histórica vitória de Zucco.