O COI diz que será utilizado o gene SRY como critério técnico de elegibilidade.
O gene SRY (Sex-determining Region Y) é o “interruptor” principal no cromossomo Y que determina o sexo masculino em mamíferos, incluindo humanos. Localizado no braço curto do cromossomo Y, ele codifica uma proteína que ativa o gene SOX9, desencadeando a diferenciação da gônada indiferenciada em testículos durante o desenvolvimento embrionário.
A decisão resulta de um processo de revisão científica e jurídica iniciado em 2024 e, segundo a entidade, foi baseada em evidências médicas e não em pressões externas.

“Como ex-atleta, acredito fervorosamente no direito de todos os atletas olímpicods de participarem de competições justas. A política que anunciamos é baseada na ciência e foi liderado por especialistas médicos“, disse a presidente do COI, Kirsty Coventry.
O COI argumenta que diferanças biológicas podem gerar vantagens competitivas relevantes, variando de cerca de 10% a20% em provas de desempenho e podendo ser ainda maiores em modalidades de força, o que embasa a necessidade de preservar equilíbrio e segurança nas disputas.
A nova política do COI diferencia sexo biológico de identidade de genêro, prevê exceções para casos específicos de desenvolvimento secual e estabelece que o teste será feito, em regra, uma única vez. A medida não terá efeito retroativo e se aplica apenas a competições sob responsabilidade direta do COI, como Jogos Olímpicos e qualificatórias.



