e a sigla ESG muitas vezes é vista pelo mercado como um conjunto de promessas de longo prazo, no ecossistema de saúde brasileiro ela acaba de ganhar contornos de realidade matemática. No centro das decisões que impactam quase 16 milhões de beneficiários em todo o país, a presença de mulheres no comando deixou de ser um teto a ser alcançado para se transformar na base de uma nova cultura corporativa.
Durante o 4º Fórum Ambição 2030 — principal vitrine de sustentabilidade corporativa do país, realizada pelo Pacto Global da ONU no Museu de Arte de São Paulo (Masp) —, a Hapvida virou o centro das atenções ao ao apresentar um balanço que subverte a lógica da maioria das grandes corporações de capital aberto. Em vez de apenas se aproximar dos objetivos globais, a maior empresa de saúde integrada da América Latina revelou que o público feminino já ocupa mais de 46% das cadeiras de alta liderança (posições a partir de diretoria) em sua operação.
O número representa um salto expressivo em relação à meta original de 30% estabelecida pelo Movimento Elas Lideram da ONU, transformando a companhia em uma das poucas gigantes do setor privado a operar tão próxima da paridade absoluta de gênero no topo de sua pirâmide executiva.
Cultura Institucional Sustentável
O avanço da representatividade feminina na Hapvida é apontado pela governança da empresa não como uma ação isolada de conformidade regulatória, mas como o reflexo de um ecossistema estruturado para atração e retenção de talentos. De acordo com o CEO da companhia, Luccas Adib, o reconhecimento do Pacto Global corrobora uma construção contínua de amadurecimento organizacional.
“Organizações melhores são construídas quando conseguimos atrair, desenvolver e dar espaço para que os melhores talentos assumam posições de liderança. Mais importante do que alcançar uma meta é fortalcer uma cultura capaz de sustentar essa evolução ao longo do tempo. É com essa visão que seguimos avançando e assumindo novos compromissos.” — Luccas Adib, CEO da Hapvida
A sustentabilidade dessa evolução a longo prazo é peça-chave para evitar o chamado glass ceiling (teto de vidro), barreira invisível que historicamente impede a ascensão de mulheres aos cargos de tomada de decisão. Ao capilarizar a equidade em diferentes níveis hierárquicos, a empresa mitiga esse gargalo e garante uma linha de sucessão corporativa orgânica e diversificada.
Avanço consistente e novas metas para 2030
A homenagem prestada pelo Pacto Global da ONU foi recebida pela vice-presidente de Operações da Hapvida, Cidéria Costa, que ressaltou o caráter contínuo das ações afirmativas da instituição. “Estamos construindo uma cultura capaz de ampliar oportunidades, desenvolver lideranças e fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão. O reconhecimento recebido demonstra que estamos avançando de forma consistente nessa direção. Já estamos trabalhando para voltar aqui em 2030“, pontuou a executiva.



