O filme Dark Horse (algo como O Azarão, em tradução livre) pretendia ser um relato heroico da trajetória recente do ex-presidente Jair Bolsonaro
Retratando Bolsonaro entre a vida e a morte no leito de hospital após levar uma facada na campanha das eleições de 2018 em Juiz de Fora (MG), o filme foi descrito como um thriller de “baixíssimo orçamento” para padrões americanos pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e principal idealizador da produção.
Apesar da intenção de projetar o bolsonarismo, Dark Horse acabou se tornando o centro de uma crise para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e candidato à Presidência da República. E o “baixíssimo orçamento” é parte do cenário.
Flávio admitiu ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear “parcelas de patrocínio” da produção que estariam atrasadas — o pré-candidato veio a público depois de a informação ser revelada em maio pelo site The Intercept Brasil, que disse que o valor negociado chegou a R$ 134 milhões.
A investigação da PF (recentemente autorizada pelo ministro Dino) gera forte tensão e apreensão no meio bolsonarista por atingir figuras centrais do grupo político em ano eleitoral.



