O diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, classificou as exigências do (MPF) Ministério Público Federal como inviáveis e inédicas. O órgão pede a consulta de milhares de pessoas antes do licenciamento ambiental da nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, o que trava o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul (R$ 27 bilhões).
Agora, na Justiça Federal, há esperança de uma solução através de audiência de conciliação. Para a CMPC, o MPF extrapolou suas atribuições.
O Impasse Judicial
- Exigência do MPF: Ação civil pública exige que a empresa consulte 46 comunidades indígenas, 86 grupos quilombolas e cerca de 7 mil pescadores artesanais.
- Posição da CMPC: A empresa afirma que a exigência é impraticável nos prazos exigidos. O processo atrasou o cronograma da obra e ameaça a janela de oportunidade do mercado global de celulose.
Efeitos no Projeto Natureza
- O Empreendimento: Previsão de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano e gerar cerca de 12 mil empregos na fase de obras em Barra do Ribeiro, município a 50 km de Porto Alegre.
- Plano de Ação: Apesar da insegurança jurídica, a direção da CMPC descartou o Paraguai como alternativa. A diretoria declarou que a primeira, segunda e terceira opções são realizar o projeto no Rio Grande do Sul e negocia um acordo com as partes envolvidas.



