A equipe responsável pelo resgate do cavalo Caramelo durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 visitou o animal na última semana, no campus da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas. O reencontro foi marcado pela emoção e pela lembrança de um dos episódios que mais mobilizaram o país durante a tragédia climática. Símbolo de resistência e superação, Caramelo foi resgatado após permanecer ilhado sobre um telhado em Canoas. Desde então, passou a ser acolhido pela Ulbra, onde vive sob cuidados do Hospital Veterinário da universidade e se tornou parte da rotina do campus. Entre os visitantes esteve Leonardo Castro, veterinário do RTA Brazil, organização que atuou nos resgates durante as enchentes. Segundo ele, rever o animal em boas condições representa o resultado do esforço coletivo realizado na época. “Foi algo que marcou bastante a nossa equipe. Viemos de Sorocaba, São Paulo, junto ao Corpo de Bombeiros de São Paulo, para poder prestar auxílio aos animais vítimas das enchentes e, entre os resgates que fizemos, apareceu o Caramelo. Tentamos no dia anterior e não deu certo e então, no dia 9 de maio, tivemos êxito em tirar ele. Voltar hoje aqui, depois de dois anos, e reencontrar ele em outra condição, super bem, com um olhar totalmente diferente do que ele estava, que era de medo, de incerteza. Ver ele hoje bem é gratificante e justifica todo trabalho que nós fazemos“, destacou.
Durante as enchentes, a Ulbra teve atuação decisiva no acolhimento de pessoas e animais atingidos, transformando o campus Canoas em um dos principais pontos de apoio do estado. O reencontro reforça não apenas a trajetória de recuperação do cavalo Caramelo, mas também a importância das ações de solidariedade e resgate realizadas naquele período.



