Audiência foi aberta à comunidade foi realizada na Câmara Municipal de Vereadores nesta quinta (11/6)
Com os modelos climáticos apontando para um El Niño potencialmente intenso a extremo, a cidade de Cachoerinha corre atrás de encontrar soluções paliativas para se preparar. Enquanto Porto Alegre, Canoas e Gravataí executam projetos contra as cheias com recursos do Fundo Rio Grande, a cidade de Cachoerinha não tem nenhum. A responsabilidade é do governo do prefeito cassado Cristian Wasem, conforme afirmam os representantes de moradores que foram vítimas da enchente de 2024.
Nesta quinta (11/6), a Câmara Municipal de Vereadores, a Frente Parlamentar de Prevenção de Enchentes e Eventos Climáticos, proposta pelo vereador Tiago Eli, teve reunião para debater o tema que tanto preocupa a população de Cachoerinha. Por enquanto, o que está em andamente é o hidrojateamento e um trabalho do Governo Jussara para conseguir recursos para a recuperação das casas de bombas, elevação do dique e proteção da área do Parque da Matriz.
Há ainda outro projeto já avançado viabilizado por uma emenda da deputada federal Maria do Rosário (PT). É o único projeto de preparação da cidade e vem sendo realizado por especialistas da UFRGS. O Projeto Fortalecimento da Resiliência Territorial aos Riscos Hidrológicos trata de um levantamento de áreas de riscos, criação de sistemas de alerta e orientações para a população sobre o que fazer quando as águas começarem a entrar em suas residências.
O governo do cassado Cristian chegou a enviar pedido de cerca de R$ 140 milhões para ser analisado pela comissão responsável pelo Plano Rio Grande. Os projetos, contudo, não puderam avançar diante da precariedade e falta de informações da gestão do cassado. Apesar de ser cobrado pela Secretaria de Reconstrução Gaúcha para as correções, nada foi feito. Havia, conforme integrantes do núcleo duro do governo passado confidenciou, o chamado “se colar, colou”. Uma irresponsabilidade criminosa praticada pelo tal de Cristian, viu?
Acontecia o segunte: os projetos, além de incompletos, eram apresentados em desacordo com as exigências e pediam recursos até mesmo para o que não poderiam serem executados. Os recursos do Plano Rio Grande são para a recuperação das estruturas existentes e o tal governo Cristian, por exemplo, queria construir uma casa de bombas no Parque da Matriz. O “se colar, colou”, também foi aplicado pela gestão passada no projeto do Passinhos. Havia recursos da União para recuperar a estrutura existente e foi enviado um projeto pedindo algo além disso. A União acabou cedendo depois de meses de negociação.
O Governo Jussara vem trabalhando para tentar corrigir os estragos deixados pelo cassado com pressão da comissão de vítimas da enchente. E estudando como obter recursos para a proteção do Parque da Matriz e outras regiões da cidade. A Secretaria de Defesa Civil e Resiliência Climática foi criada e 10 servidores foram contratados.
No segundo semestre do ano passado, o governo do cassado tentava obter recursos do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB). O então prefeito, Cristian Wasem, acompanhado do secretário de Planejamento, Paulo Garcia, chegou a ir à China em um evento midiático e sem necessidade. Cachoerinha queria um financiamento de mais de R$ 70 milhões e o secretário tinha dificuldades para explicar questionamentos feitos pela imprensa e pelo próprio técnicos do banco, se irritando. Na China, ele chegou a publicar um story no Instagram dizendo que a “viagem” era auge da carreira, é dose, né? Nos últimos meses do ano, já na agonia da cassação, o financiamento se esvaziou e não foi revelado se entre os motivos estava a falta de responsabilidade e precariedade dos projetos.
Neste financiamento estavam previstas obras no Parque da Matriz, que poderiam ser realizado caso houvesse um projeto feito da forma correta e encaminhado para a União, que tem recursos para investimentos novos de proteção contra as cheias.
O que a cidade de Cachoerinha tem de certo até o momento em novos investimentos, e porque não dependeu do governo do cassado, é a ampliação do dique da ponte até Canoas. A obra é de responsabilidade do Estado que faz a gestão de recursos da União. A previsão é de que ela inicia em 2028 com conclusão prevista para 2032.



