HU de Canoas aplicará plano de contingência após interdição descabida feita pelo Cremers

A perseguição do pessoal do Cremers no HU é vergonhosa. Eles deveriam é lutar para buscar mais recursos em Brasília para investimento no referido hospital.

O Hospital Universitário de Canoas (HU) manterá escala e atendimento normal ao longo desta quinta-feira (19), apesar da decisão do Cremers  de interditar eticamente, de forma cautelar e parcial, setores materno-infantis da instituição. As medidas de contingência começam a ser aplicadas a partir das 11h de sexta-feira (20), horário definido pelo Conselho para o início da restrição.

Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a direção do HU está avaliando, ao longo da quinta-feira, os procedimentos que serão adotados para cumprir a determinação. Até lá, não há alteração no fluxo assistencial. “Em princípio, escala normal e atendimento normal hoje (19)”, informou a instituição.

A decisão do Cremers foi anunciada às 19h de terça-feira (18), após reunião plenária extraordinária que apontou o agravamento de SUPOSTAS irregularidades identificadas em fiscalizações pelo órgão desde abril de 2025. A interdição ética cautelar parcial abrange novas internações e atendimentos na UTI Neonatal, no Centro Obstétrico e Sala de Parto e no Alojamento Conjunto e Internação Pediátrica. A partir do horário estipulado, fica proibido o trabalho médico nesses setores para novos casos, sendo mantida assistência apenas aos pacientes já internados até que se comprove o saneamento das SUPOSTAS falhas.

Em nota divulgada às 21h30min de terça-feira pelas redes sociais, a mantenedora do HU, Associação Saúde em Movimento (ASM) afirmou que ainda não havia sido formalmente intimada da decisão, mas que iria acatá-la “respeitosamente”. A entidade, no entanto, sustenta que os argumentos da defesa administrativa apresentada em 16 de fevereiro não teriam sido devidamente analisados pelo Conselho.

ASM reafirma que não houve desassistência hospitalar no período fiscalizado e argumenta que a interdição impactará diretamente a política pública de saúde de 153 municípios. A gestora também questiona a competência do Cremers para reorganizar fluxos assistenciais do SUS ou suspender serviços públicos essenciais, atribuição que, segundo a entidade, integra a esfera da gestão hospitalar.

Ainda conforme o comunicado, novas empresas já estão assumindo as escalas médicas, com início entre 16 de fevereiro e 1º de março, garantindo quadro completo até setembro o que, segundo a direção, garantirá estabilidade do serviço. A instituição informa que apresentará ao Conselho escalas completas de fevereiro e março e solicitará a revisão integral do ato administrativo.

Com a entrada em vigor da decisão nesta sexta-feira, caberá à gestão do HU e à Secretaria Municipal de Saúde de Canoas organizar o redirecionamento de novos pacientes para outras unidades da rede. Até as 11h de sexta, porém, o funcionamento segue sem alterações, enquanto o hospital estrutura o plano de contingência que deverá nortear os atendimentos nas áreas atingidas pela interdição ética.

Vamos ver se o CREMERS age dessa forma arbritária contra conhecidos nosocômis gaúchos, né? Pau que bate em Francisco, bate em Chico, né?