IA tomará empregos de advogados que não se atualizarem

A inteligência artiicial vai gerar desemprego em escritórios de advocacia porque assumirá funões de consultoria simples e elaboração de petições mais básicas. Para sobreviver no mercado o advogado precisará ir além das tarefas básicas, mostrar criatividade e pendor para a litigância estragégica.

O prognóstico é do advogado Ricardo Tosto, sócio do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados. Em entrevista à imprensa, ele prevê que profissionais do Direito em formação atuarão em “áreas que ainda nem existem” nas próximas décadas, e rotinas atuais da profissão passarão a ser exercidas pela tecnologia.

Ele afirmou que “a consultoria mais simples será toda feita por IA. Já estamos num momento horroroso para a carreira advocatícia e, para se manter vivo, [o advogado] precisa ser criativo, participar. Não basta fazer a petição”.

Tecnologia não resolve tudo

Na percepção de Tosto, as ferramentas de inteligência artificial “não resolvem tudo” e, ao fazer a pergunta errada, advogados não concluirão seus processos devidamente.

Para que os profissionais sejam habilitados a lidar com a tecnologia, a formação acadêmica é imprescindível. O advogado citou FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Insper como exemplos de instituições que oferecem cursos de alto nível.

Além da projeção de desemprego gerado pela IA, Tosto constatou que uma das crises enfrentadas pela advocacia brasileira é o excesso de processos.

O brasileiro pensa que sempre deve buscar seus direitos na Justiça. Não é assim pelo mundo, onde primeiro se buscam acordos”, concluiu o advogado, que foi presidente da Comissão da Reforma do Judiciário da seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).