MPRS deflagra Operação Reciclagem em Novo Hamburgo e outras cidades gaúchas

A Operação Reciclagem do MPRS investiga contratos de coleta de lixo em Novo Hamburgo e outras cidades gaúchas nesta quinta-feira (25/6). O MP/RS apura um esquema de fraudes em licitações e contratos de coleta, transporte e destinaçao de resíduos sólidos. Segundo o Grupo de Investigação do MPRS, o esquema era operado por um núcleo familiar e empresarial comandado pelo empresário Fleudes Tadeu Rocha, conhecido como Koka, sócio da Komak Rental Locadora de Máquinas Ltda (localizada na cidade de Torres) e da Balneário Albatroz. O grupo utilizava seis empresas formalmente distintas, mas pertencentes aos mesmos parentes, para simular concorrência em licitações públicas. Em alguns casos apurados, propostas de supostas concorrentes eram redigidas a partir de um mesmo computador.

Segundo a investigação, o esquema seria formado por empresas ligadas a integrantes da família de Fleudes. Também são investigados a Cooperbonje, presidida por Fernanda Mendes Rocha, filha de Fleudes, a Duarte Locações, dirigida por Rochele dos Santos Duarte,, esposa do empresário,a Lummertz Transportes, administrada por Maroa Mendes Rocha, outra filha dele, e a Urban Serviços, comandada por Marcos da Rocha RosaLopes, companheiro de Fernanda e genro de Fleudes.

A cidade de Novo Hamburgo e mais as cidades como Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres, Rolante, Terra de Areia, Bom Jesus, Nova Santa Rita, Caraá, Três Forquilhas, Bom Princípio, Silveira Martins, Nova Hartz e Xangri-Lá. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. O MPRS ressalta que não houve buscas nas prefeituras e que as investigações seguem em andamento para apurar a extensão dos fatos e os valores envolvidos.

O investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.