NAVIV beneficia 750 pessoas com atendimento a vítimas de violência em 2026

Núcleo de Atendimnto a Vítimas de Violência da Ulbra atua há quase três décadas

Um total de 750 pessoas foi beneficado pelas ações do Núcleo de Atendimento a Vítimas da Violência (NAVIV) em 2026, entre crianças, adolescentes e adultos. Vinculado ao curso de Psicologia da Universidade Luterna do Brasil (Ulbra), o núcleo oferece atendimento psicológico e desenvolve diferentes ações voltadas a pessoas envolvidas em situações de violência. Do total de beneficiados neste ano, 185 são crianças, 190 adolescentes e 375 adultos. Entre atividades realizadas estão atendimentos individuais em psicoterpia, grupos de acolhimento e psicoeducação, grupos relexivos e acompanhamento de visitas assitidas indicadas pela Justiça.

O NAVIV foi criado em 1997, quando o curso de Psicologia da Ulbra Canoas estabeleceu uma parceria com o Foro da Comarca de Canoas. Desde então, o serviço combina atendimento à comunidade com a formação acadêmica, possibilitando aos estudantes a realização de estágios curriculares e voluntarios nas áreas de Processos Clínicos e Psicoterapêuticos e de Processos Institucionais e de Saúde.

Habilidades e competências

A atuação proporciona aos acadêmicos o desenvolvimento de habilidades e competências para o exercício profissional, especialmente na interface entre Psicologia e Justiça. Ao longo de sua trajetória, o núcleo tambem passou a divulgar seu trabalho por meio de palestras, fóruns de debates e participação em congressos, seminários e outras atividades científicas.

Para a coordenadora do projeto, Aline de Sena Damian, a atuação da Universidade também passa pelo compromisso com a comunidade e pala construção de relações mais humanas. “Se pesarmos em termos sociais e culturais, veremos que a violência sempre esteve presente, contudo podemos fazer um presente e construir um futuro mais humano, desconstruindo as relações de violência. Acreditamos que a Universidade tem um papel importante nesse contexto. Um papel relacionado não apenas com a educação e formação profissional, mas à assistência à comunidade onde está inserida“, destaca Aline.

Já o superintendente de Relações Institucionais e Comunicação da Ulbra, Ruy Irigaray, destaca que a atuação do NAVIV traduz o compromisso da Universidade com a transformação social e com a oferta de serviços que impactam diretamento a comunidade. “O NAVIV representa de forma muito concreta o compromisso da Ulbra com a sociedade. Ao mesmo tempo em que oferece acolhimento e atendimento especializado a pessoas que enfrentam situações de violência, o núcleo proporciona aos nossos estudantes uma experiência de formação conectada com a realidade. É a Universidade cumprindo seu papel de educar, cuidar e contribuir para a construção de uma sociedade mais humana e solidária“, destaca.

Articulação

O atendimento é realizado em articulação com diferentes órgãos e serviços da rede de proteção, entre eles o Juizado da Violência Doméstica, 1ª e 2ª Varas de Família de Canoas, Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil (CRAI), Ministério Público de Canoas, Promotoria Cível de Canoas, Polícia Civil, Conselho Tutelar, CREAS e Centro de Referência da Mulher (CRM) Patrícia Esber. Os casos chegam ao NAVIV por meio de encaminhamentos oficiais de órgãos e serviços parceiros.

Desde o início das atividades, o NAVIV registra uma média de 600 a 700 atendimentos por semestre. Em 2025, formal realizados aproximadamente 1.630 atendimentos, entre psicoterapia, triagens, intervenções em grupo e visitas assistidas.

Ações desenvolvidas

Na iniciativa realizada entre fevereiro e julho de 2026, o núcleo estabeleceu como parte de sua programação a realização de três visitas assistidas por semana, cinco grupos de acolhimento e psicoeducação, três grupos reflexivos semanais voltados aos homens e cerca de 35 atendimentos individuais em psicoterapia por semana. Além do atendimento psicológico, o trabalho desenvolvido pelo NAVIV contribui para aproximar a formação universitária das demandas da sociedade. A experiência permite aos estudantes acompanhar diferentes situações e desenvolver práticas de escuta, acolhimento e intervenção dentre de uma rede de atendimento.

Ao longo de quase 30 anos, o núcleo consolidou uma atuação que une formação acadêmica, atendimento psicológico e compromisso social, mantendo o foco no acolhimento de pessoas envolvidas em situação de violência.

Foto: Ascom Ulbra/Divulgação