No primeiro semeste de 2026, o Hospital Universitário/ASM, em Canoas, registrou mais de 13 mil faltas de pacientes em consultas, exames e procedimentos cirúrgicos. O número acendeu um alerta na gestão da unidade, que opera sob alta demanda para atender a população que necessita de atendimento do SUS.
Conforme a superintendente hospitalar do HU, sob gestão da Associação Saúde em Movimento (ASM), Tatiani Pacheco, as ausências correspondem a aproximadamente 30% dos usuários. Ela reforça que o não comparecimento gera um impacto negativo imediato.
“O hospital contrata médicos e disponibiliza uma infraestrutura para o atendimento, mas quando o paciente falta sem avisar previamente, o horário reservado para ele é desperdiçado. Cada ausência representa uma vaga perdida que poderia ter sido preenchida por alguém que aguarda na fila de espera“, destaca.
A orientação da diração do HU/ASM é que qualquer imprevisto seja comunicado ao hospital o mais rápido possível. Ao avisar com antecedência, o sistema consegue remanejar a vaga para atendimento de outro paciente.
“O ideal seria avisar com no mínimo de 24 horas de antecedência. Reforço o pedido para a população: se você confirmou o agendamento, compareça no dia e horário marcado. Pequenas atittudes individuais ajudam a melhorar o acesso à saúde no município“.
No Hospital Universitário/ASM, os agendamentos são controlados pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR). O setor conta com uma quipe para cada área (consulta, exame e precedimento cirúrgico). O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 17h30, pelo telefone (51) 31128791 e pelo e-mail contato.nir@hucanoas.com

O problema também ocorre no HospitalNossa Senhora das Graças (HNSG). De acordo com o relatório de produção assistencial da unidade, entre janeiro e junho deste ano, foram registradas mais de 3 mil ausências em exames como mamografia, raio-X, eletrocardiograma e eletroencefalograma.
Nas consultas com especialistas o HNSG contabilizou 693 faltas no mesmo período. Os dados mostram que o não comparecimento segue como um desafio para a rede hospitalar de Canoas, pressionando agendas e ampliando a espera por atendimento.



