O Partido Liberal (PL) decidiu apostar em uma candidatura própria para disputar a Presidência do Senado Federal em 2027/28 e não pretende, apoiar a permanência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando da Casa.
O nome escolhido pela legenda para enfrentar o atual presidente é o do senador Rogério Marinho (PL-RN).
A expectativa é que a candidatura seja oficializada na próxima quarta-feira (4/11), após uma reunião da bancada do partido para definir a estratégia eleitoral.
A movimentação representa uma mudança de posição do PL, que anteriormente havia participado das articulações em torno de Alcolumbre.
Marinho já conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Carlos Bolsonaro (PL-SC), eleito para ocupar uma cadeira no Senado a partir de 2027.
O parlamentar potiguar também teve papel de destaque na campanha presidencial de Flávio, atuando como coordenador.
A força numérica do PL é um dos principais argumentos utilizados pela legenda para reivindicar o comando do Senado.
A partir de fevereiro de 2027, o partido deverá contar com 29 senadores, tornando-se a maior bancada da Casa e concentrando mais de um terço das 81 cadeiras. O PL terá que apoiar a reeleição de Hugo Motta no comando da Câmra dos Deputados. Para assumir a Presidência do Senado, o candidato precisa conquistar pelo menos 41 votos, o que exige articulações com outras siglas como: PP (6 senadores), Podemos (2 senadores), Novo (3 senadores), Republicanos (5 senadores), União Brasil (5 senadores), PSD (5 senadores), PSDB (2 senadores) e MDB (8 senadores). O senador Romário está sem partido.
Todos desses partidos poderão (quase todos) compor com Rogério Marinho.



