Os bilionários negócios (sem licitação) em 2019/2020 no Ministério da Saúde sob o comando de Mandetta/João Gabbardo/Erno

Contrato de R$ 1,2 bilhão para a compra de 8.000 respiradores para o enfrentamento do novo coronavírus.

Licitação de R$ 400 milhões que foi objeto de investigação pela Corregedoria do Ministério da Saúde após documentos vazados na época.

A gestão Mandetta/João Gabbardo/Erno utilizou o mecanismo de dispensa de licitação (baseado na Lei 13.979/2020) para adquirir materiais como aventais hospitalares e máscaras. Uma dessas contratações, para a compra de aventais com a empresa Prosanis, foi alvo de críticas por ligação com financiadores da campanha eleitoral de Mandetta.

Na época o Ministério Público Federal investigou irregularidades nos preços pagos em contratos de máscaras cirúrgicas e KN95, firmados entre março e abril de 2020, apontando variações significativas e custos elevados.

Antes de assumir o cargo, Mandetta já era investigado por suspeitas de fraude em licitação e tráfico de influência em um sistema de informatização de saúde na época em que foi secretário municipal de saúde em Campo Grande (MS).

João Gabbardo dos Reis saiu do Ministério da Saúde em 29 de abril de 2020 e foi “trabalhar” no governo Dória em São Paulo como secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus. Na sua posse fez severas críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

A CNN fez uma matéria em 13/05/2020 no seguinte teor:

TCU suspeita de compra SEM LICITAÇÃO de R$ 912 milhões feita pelo Ministério da Saúde sob o comando de Mandetta/João Gabbardo/Erno.

Uma fiscalização citada pelo ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União, encontrou indícios de irregularidades numa compra, FEITA SEM LICITAÇÃO pelo Ministério da Saúde, no valor de R$ 912 milhões – o contrato envolve o fornecimento , por uma empresa do Paraná, de R$ 80 milhões de aventais hospitalares que seriam utilizados por profissionais envolvidos no coronavírus.

PROBLEMAS DO JOÃO GABBARDO DOS REIS

Em 2018/2019, Gabbardo tornou-se réu em uma ação de improbidade administrativa no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A denúncia envolvia suspeitas de prejuízo de mais de R$ 7,6 milhões à saúde pública, relacionada a questões de licitação e compra de órteses e próteses. O rolo foi no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Na época, Gabbardo era superintendente do hospital indicado por Alberto Beltrame (ex-ministro do Temer). Beltrame é aquele médico que aprontou no Pará. Beltrame foi em 2025 denunciado (quando ocupava o cargo de secretário da Saúde do Pará) pelo MPF. Ele foi acusado de ratificar a dispensa de licitação e inserir documentos com datas retroativas. Ele responde por fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), associação criminosa (art. 288 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 299 do CP) e peculato (art. 312 do CP). A denúncia foi aceita pela Justiça Federal do Pará.

Tem outro problema quando foi o nº 2 no Ministério da Saúde… Aquele da Telemedicina…