Pesquisa divulgada na última quarta-feira (25/3) pelo PoderData, instituto de pesquisas ligado ao Poder360, aponta que a reprovação ao governo do presidente Lula chegou a 61%, o maior índice negativo registrado nos últimos dois anos.
De acordo com o levantamento, apenas 31% dos entrevistados aprovam o desempenho pessoal do presidente, enquanto 8% não souberam ou não responderam. O cenário também se repete na avaliação do governo federal: 57% desaprovam a gestão, contra 37% que aprovam.
Os dados indicam uma tendência de deterioração da popularidade ao longo do tempo. Em comparação com medições anteriores, a reprovação cresceu de forma consistente desde 2024, atingindo agora o pico da série histórica recente.
A pesquisa detalha ainda o comportamento por segmentos da população. A reprovação é maior entre mulheres (62%) do que entre homens (59%). Por faixa etária, o maior índice negativo aparece entre pessoas de 45 a 59 anos, com 63%.
Regionalmente, o Nordeste é a única região onde a aprovação supera a reprovação, com 40% a favor e 52% contra. Já no Sul e Centro-Oeste, a rejeição chega a 68%, os maiores índices do país. No Sudeste, a desaprovação atinge 63%.
Entre as faixas de renda, quanto maior o rendimento, maior a rejeição: chega a 64% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos. Já entre os mais pobres (até 2 salários mínimos), a reprovação é de 58%.
Outro dado relevante mostra que 42% dos entrevistados consideram o atual governo pior do que o do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 32% avaliam como melhor e 23% dizem que é igual.
O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de março de 2026, com 2.500 entrevistas em 132 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Não é por acaso que o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro assusta a cúpula petista.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro reduz rejeição e ganha espaço fora do núcleo mais fiel, conforme mostra o Instituto AtlasIntel divulgada na última quarta (25/3).



