Simers acompanha evento preparatório da 10ª Conferência Municipal de Saúde de Porto Alegre

Pré-Conferência do Eixo 2 debateu o financiamento do SUS

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve presente na Pré-Conferência do Eixo 2 da 10ª Conferência Municipal de Saúde de Porto Alegre, realizada na noite da última quarta-feira. O evento, promovido pelo Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi acompanhado pela médica Valerie Kreutz, membro do Núcleo de Atenção Primária e Medicina de Família e Comunidade e coordenadora do Núcleo de Pediatria do Sindicato.

A atividade é preparatória à conferência e teve como tema “Financiamento adequado e suficiente para o SUS, com base na justiça tributária e na sustentabilidade fiscal e social”. Dois especialistas apresentaram dados oferecendo subsídios para perguntas posteriores.

Roger dos Santos Rosa, doutor em Epidemiologia, mestre em Administração e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), abordou a organização administrativa e financeira do Sistema Único de Saúde e seus desafios. Já o administrador e integrante da diretoria do Fundo Municipal de Saúde, Pedro Santos Coelho de Souza, falou dos recursos que chegam a Porto Alegre, suas fontes e como são utilizados.

Parte do espaço destinado a perguntas e manifestações dos presentes na plateia teve relatos e reclamações a respeito das terceirizações pelo impacto negativo que causaram no serviço oferecido nas unidades de saúde e precarização das condições de trabalho dos servidores. “Como pode sair mais barato se só neste ano eu troquei de médico três vezes? Que economia é essa?”, queixou-se uma usuária do SUS presente no evento. Ao contribuir na resposta ao questionamento, Valerie Kreutz trouxe sua experiência médica:

São relatos como esse que eu ouço dos pacientes. E posso afirmar que para a saúde não existe um ganho, não há economia com os profissionais atuando de forma insegura e sem valorização e os pacientes tendo que trocar de profissional dessa forma. A terceirização hoje tem um grande problema de gestão. Com a alta rotatividade dos médicos quando a licitação é baseada em menores valores, não há acompanhamento ao longo do tempo por um mesmo profissional e isso pode gerar aumento de custo”, disse a médica coordenadora do Núcleo de Pediatria do Sindicato do Simers.