Participação no exercício que marcou os 70 anos do HCR aproximou estudantes da realidade do atendimento a múltiplas vítimas e reforçou a integração entre universidade e instituições de saúde
A formação médica vai muito além dos livros, das salas de aula e dos laboratórios. Ela também se constrói diante de desafios que exigem preparo, sensibilidade, equilíbrio emocional e capacidade de tomar decisões. Foi nesse ambiente de aprendizado e aproximação com a realidade profissional que acadêmicos de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), campus Gravataí, participaram, no dia 5 de novembro, do 7º Simulado do Hospital Cristo Redentor (HCR), em Porto Alegre, atividade especial que integrou as comemorações pelos 70 anos da instituição.
Convidados a participar da iniciativa por intermédio de Lisiane Zanini, os estudantes tiveram a oportunidade de acompanhar de perto uma operação simulada de atendimento a múltiplas vítimas, vivenciando situações que fazem parte da rotina dos serviços de emergência. A programação envolveu diferentes etapas do atendimento hospitalar, incluindo a organização dos fluxos assistenciais, o acolhimento de familiares, a comunicação de más notícias e a atuação conjunta de equipes multiprofissionais.
Mais do que observar um exercício técnico, a experiência permitiu aos futuros médicos compreender a dimensão humana e a complexidade que envolvem situações críticas de saúde. Em cenários como esses, conhecimento científico, rapidez de raciocínio, comunicação e trabalho em equipe precisam caminhar juntos.
Para o diretor da Ulbra Gravataí, Alexandre Berton, a participação dos acadêmicos em iniciativas dessa natureza representa um diferencial importante na formação profissional. "Uma formação médica de excelência exige que o estudante tenha contato com diferentes realidades e compreenda, desde a universidade, os desafios que encontrará no exercício da profissão. Participar de uma simulação dessa dimensão é uma oportunidade de aprendizado que ultrapassa o conhecimento técnico. É também um exercício de responsabilidade, sensibilidade e compreensão do valor da vida. A Ulbra Gravataí tem o compromisso de preparar profissionais qualificados, mas, acima de tudo, médicos que saibam cuidar de pessoas", destaca Berton.
A aproximação entre a universidade e as instituições de saúde também foi ressaltada pelo superintendente de Relações Institucionais e Comunicação da Ulbra, Ruy Irigaray. Para ele, experiências compartilhadas fortalecem a formação acadêmica e ampliam as conexões institucionais em benefício da sociedade. "Quando a universidade abre suas portas para o diálogo e estabelece conexões com instituições de referência na área da saúde, quem ganha é o estudante e, futuramente, toda a comunidade. A participação dos acadêmicos da Ulbra em uma atividade tão significativa, justamente no momento em que o Hospital Cristo Redentor celebra seus 70 anos, demonstra a importância de aproximar o ensino da realidade dos serviços de saúde. São experiências que deixam marcas na formação dos futuros profissionais e reforçam o compromisso da nossa instituição com uma educação conectada à sociedade", afirma Irigaray.
Formação que transforma
A participação no simulado reforça a proposta da Ulbra Gravataí de proporcionar aos acadêmicos oportunidades de aprendizagem que integrem teoria e prática, estimulando o desenvolvimento de competências essenciais ao exercício da Medicina.
Em situações de emergência, cada decisão pode fazer diferença. Saber organizar o atendimento, trabalhar de forma integrada, acolher familiares e comunicar situações delicadas são habilidades tão importantes quanto o domínio dos procedimentos clínicos.
Ao completar 70 anos, o Hospital Cristo Redentor celebra uma trajetória de assistência à saúde e de contribuição à sociedade gaúcha. Para a Ulbra, participar dessa programação também representa o reconhecimento da importância de construir pontes entre o ambiente universitário e os serviços que estão diariamente na linha de frente do cuidado.
A Ulbra Gravataí parabeniza o Hospital Cristo Redentor pelas sete décadas de história e agradece pela oportunidade de integrar essa experiência. Afinal, formar médicos preparados para salvar vidas significa também ensinar a compreender pessoas, trabalhar em equipe e estar pronto para agir quando cada segundo importa.



