A Prefeitura de Canoas anunciou, na tarde da úiltima quinta-feira (19), a criação de uma comissão para acompanhar e fiscalizar as ações realizadas no Hospital Universitário de Canoas (HU). A medida ocorre após preocupações manifestadas pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) e a decisão de interdição parcial das unidades materno-infantis da instituição.
O anúncio foi feito em coletiva de imprensa com a presença do prefeito Airton Souza, da secretária municipal da Saúde Ana Boll, do procurador-geral do Município, Éber Bündchen, do CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, e da superintendente da entidade, Tatiani Pacheco.
Segundo o prefeito Airton Souca, a comissão terá prazo de 30 dias para apresentar resultados e será aberta à participação do próprio Cremers.
“Essa comissão terá o prazo de 30 dias para apresentar os resultados. Inclusive estou convidando o Cremers para fazer parte dessa comissão, porque não quero deixar ninguém de fora. Não é momento, e nunca será, de divergência. Vamos encontrar soluções juntos”, afirmou Airton.
Tatiani Pacheco, superintendente da ASM, explicou que a entidade foi comunicada oficialmente sobre a interdição parcial às 12h43 desta quinta-feira e que, a partir disso, intensificou o reforço das escalas.
“Hoje entregamos a escala formal e completa de todas as unidades. É muito delicado retirar bebês de uma UTI neonatal. A remoção pode ser prejudicial. Durante a vistoria não houve desassistência. O que houve foram furos na escala, mas todos os pacientes foram atendidos”, disse.



