Lula comanda desfile do 7 de Setembro em meio a ausências de ministros do STF

Com presença de Fachin, Motta e Alcolumbre, cerimônia em Brasília destaca soberania e pautas sociais

O presidente Lula (PT) participa, na manhã desta segunda-feira (7), do tradicional desfile comemorativo do 7 de Setembro em Brasília, acompanhado pelos chefes do Poder Judiciário e do Legislativo, além de integrantes do primeiro escalão do governo federal.

O evento conta com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Também integram o palanque de autoridades o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Dario Durigan (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).

Estratégia do Planalto e temas centrais do desfile

Em busca de se distanciar dos recentes atritos no Judiciário, o presidente Lula optou por não discursar durante o evento de duas horas. A postura segue o tom adotado em pronunciamento recente gravado no Palácio do Planalto, no qual cobrou a atuação do presidente do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, na condução de apurações com rigor e integridade para assegurar a estabilidade democrática e a confiança pública nas instituições.

Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, declarou o presidente.

A solenidade oficial dá centralidade a eixos estratégicos para o governo. O conceito de soberania nacional ganha destaque nas apresentações, acompanhado de pautas sociais e de saúde pública, como a valorização do público feminino, o combate ao feminicídio e a promoção da vacinação. A celebração faz menção também à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil, com uma ala dedicada ao torneio com a participação de atletas civis e militares. Todo o planejamento do evento teve acompanhamento técnico da AGU para assegurar total conformidade com a legislação eleitoral.