Um grupo de economistas, ex-parlamentares e lideranças civis lançou um manifesto defendendo que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), dispute a Presidência da República neste ano por outro partido. A mobilização ocorre após o PSD preterir Leite e anunciar, na segunda-feira, 30, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato da legenda ao Palácio do Planalto.
O manifesto, intitulado “Por um Brasil possível e um presidente à altura do desafio“, é organizado pelo sociólogo Zeca Martins, do movimento Derrubando Muros.
O texto propõe três condições para o que chama de “novo Brasil“: gestão econômica livre da captura por grupos de interesse, com responsabilidade fiscal; áreas como saúde e educação conduzidas pelos melhores profissionais de cada setor; e reforma institucional dos Três Poderes, com diretrizes apresentadas já na campanha e encaminhadas ao Legislativo e ao Judiciário em até 90 dias após a posse.
Entre os signatários, estão os economistas Aod Cunha, Eduardo Giannetti da Fonseca e Samuel Pessoa, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP) e o ex-presidente do Cidadania Roberto Freire, além de organizações como o Movimento Brasil Livre e o Instituto Democracia. O documento segue aberto para novas adesões e está disponível para assinatura online.
Os organizadores afirmam que a iniciativa é autônoma e independente do partido que vier a abrigar a candidatura. Leite disse que pretende cumprir o mandato à frente do governo gaúcho até dezembro de 2026.
O governador Eduardo Leite tem até sábado (04/4) para ingressar em um partido partido político para poder concorrer em outubro. Lideranças tucanas enviaram nesta terça (31/3) mensagens e telefonaram ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), propondo que retorne ao partido e concorrea ao Planalto.



