Quem eram os empresários e os pilotos mortos em queda de avião no Rio Grande do Sul

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande de Sul confirmou no início da noite desta sexta-feira, 3, a quarta vítima da queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa, município no litoral norte do estado. A aeronave caiu em cima de um restaurante que estava fechado. Até o fim da tarde, apenas três vítimas estavam confirmadas. Com a localização do quarto corpo, os bombeiros encerraram as buscas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, tratava-se de um casal de empresários, Débora Belanda Ortolani e Luis Ortolani, que dividia residência entre Xangri-Lá e Ribeirão Preto, e que sairia de Capão da Canoa e se dirigiria ao aeroporto de Itápolis, em São Paulo. As informações foram apuradas com base nos documentos do plano de voo e nos depoimentos de familiares presentes no local.

Luiz Antonio Ortolani era um empresário atuante no setor de eventos e varejo, amplamente conhecido por ser sócio e administrador da tradicional Feira de Ibitinga, que comercializa bordados e enxovais. Ele também tinha negócios no ramo imobiliário, com ligação a empreendimentos de férias e foi proprietário do Shopping 2000 em Capão da Canoa.

Piper JetPROP DLX, prefixo PS-RBK era o modelo de avião que caiu em Capão da Canoa. Faixa de Preço: Aeronaves JetPROP DLX costumam ter valores na casa dos R 7 milhões.

As outras duas vítimas eram o sócio da empresa a que pertencia o avião, Renan Saes, e o piloto, Nelio Pessanha.

Num primeiro momento, assim que chegaram ao local, os bombeiros trataram de apagar o incêndio resultante do acidente e preservar as edificações próximas. Em seguida, foi feita a busca das vítimas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e já concluiu a perícia.

Estamos dando por encerrado, com as quatro vítimas encontradas. Agora, as equipes da Prefeitura estão fazendo a limpeza no local”, explicou o porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, 1º Tenente Rodrigo Vieira Cabral.