O crescimento do PL favorece Flávio Bolsonaro e Zucco no Rio Grande do Sul

O PL foi o partido mais procurado na janela partidária que terminou na última sexta-feira, dia 3. Com um saldo positivo de 10 novos deputados, chegou a 97 e se manteve com a maior bancada da Câmara. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência funcionou como polo de atração para parlamentares em busca da reeleição. Em números totais, 13 deputados saíram do PL, mas 23 se filiaram.

Uma filiação simbólica é do deputado Mendonça Filho, que deixou o União Brasil depois de 40 anos – ele começou no PFL, que passou a ser Democratas e virou UB em 2022. O União Brasil teve o pior desempenho na janela: com 29 saídas e 21 filiações, perdeu 8 deputados. Sua bancada encolheu de 59 para 51 cadeiras. Outro partido que encolheu foi o PP: perdeu 9 deputados e ganhou 6.

Federação União Progressista é apontada como um dos fatores centrais para a debandada dos dois partidos. A aliança alterou o cálculo eleitoral nos estados, ampliou a disputa interna por vagas e reduziu o espaço para candidaturas competitivas.

Outra questão é o caso Master. Parlamentares preferiram sair porque o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e o presidente do PP, Ciro Nogueira, são presenças constantes em conversas já divulgadas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso e negociando um acordo de delação premiada. Rueda também foi citado também em investigações da Operação Carbono Oculto.

O PSD, de Gilberto Kassab, frustrou expectativas de crescer. Perdeu 3 deputados – 13 saíram e 10 chegara. O MDB perdeu 13 e ganhou 7, enquanto o Republicanos ficou do mesmo tamanho ao perder 15 deputados e filiar outros 15.

O pior desempenho foi do PDT, que encolheu 43% ao cair de 16 para 9 deputados.O encolhimento PDT enfraquece a candidatura de Juliana Brizola. O PT não teve alteração relevante, com uma saída e uma entrada, mantendo sua bancada.

No Rio Grande do Sul o pré-candidato Zucco é um grande beneficiado.